lundi 11 janvier 2010

Meu teatro preferido...

Fábrica de sonhos, os mais belos...

Adolfo realizando sonhos

Trabalho dentro, trabalho fora...criando sempre

Não dois, vários, muitos, e todos sensacionais...

Muitas caras novas, dedicação antiga

Kaveh brincando com fogo...

O sorriso de Adolfo revela a paixão pelo métier que pratica

Maria minha catalã preferida

Etienne, mestre da informática, diretor técnico, florista, faz tudo...

Everest visto de cima

Maria ao telefone, locação a mil

Vozes brasileiras, a da Luciana, respondem ao público no Soleil
Bob que desde sempre me diz bom dia a cada vez que me vê...

A neve começava a desaparecer

O céu estava escuro desde às 16h

O tempo com cara de poucos amigos

Bob cuidando da limpeza do palácio

Manter a casa limpa serviço para o Bob...

Lá vai ele...


Vista do bureau...

As bicicletas meio abandonadas...

Sem passarinhos...

Minha paisagem preferida, Cartoucherie de Vincennes

As bilheterias a espera das longas filas
Desde que cheguei a Paris só tinha ido uma vez ao Théâtre du Soleil, uma heresia para quem passou cinco anos e meio tendo a Cartoucherie como destino primeiro, mas entre o trabalho de post-doc, a visita do Cacique e as festas de fim de ano foi impossível fazer diferente...
Hoje fui à forra...passei o dia inteiro lá...e pude fazer muitas fotos, algumas das quais divido aqui com vocês meus fiéis leitores...e só posso dizer uma coisa, o espetáculo que está em fase de gestação promete muito, Ariane sabe das coisas, e teatro então ela conhece como poucos...Juliana está feliz, todos estão exaustos, a estreia foi mais uma vez adiada, a oficial será dia 13 de fevereiro...tem bebê a caminho mas só posso contar semana que vem...tem muita gente querida por lá...outra leva de brasileiros sendo que duas atrizes em cena Ana Amélia e Aline...daqui a pouco poderei contar mais sobre o espetáculo mas por encanto em boca fechada mosquito não entra...muitas surpresas. Mas a maior delas vai deixar muita gente de queixo caído...

dimanche 10 janvier 2010

Galette des rois...

Não foi rei, foi Rainha...Serena é o nome dela
Tradição obriga, o mais novo embaixo da mesa decide quem recebe as fatias

E Sylvie quase queimou a galette...




Sábado à noite fui jantar na casa de Sylvie, Semih e Serena...velhos amigos, desde que Sylvie dirigia a Aliança Francesa de Floripa. E como estamos na época de comer a galette de rois levei uma para que pudéssemos "eleger nosso rei"...vejam como essa história começou no reino de Luís XIV. O Rei Sol da França, resolveu homenagear o dia da Epifania (dia da Manifestação dos 3 reis magos) com uma doce em formato de coroa (rosca) chamado gâteau des rois. Alguns poucos anos depois, fizeram uma torta redonda, recheada com creme de amêndoas que começou a se tornar mais popular que a rosca de frutas cristalizadas. Surgiu então a Galette des Rois.

A Galette se tornou a preferida de outro rei, o Luís XV. Conta a lenda que o cozinheiro, para surpreender e presentear o rei, resolve colocar uma jóia dentro da galette.

Foi uma festa. O rei e seus convidados adoraram! A idéia começou a ser difundida entre a aristrocracia francesa e, ao invés de jóia, colocavam uma fava de baunilha.

Os anos se passaram e a brincadeira foi se amadurecendo. Quem encontrasse a fava dentro da galette, seria rei por um dia. Em troca, compraria a galette do ano que vem.

Hoje, as Galletes des Rois são vendidas com bonecos dentro (com peças de porcelana, ferro ou plástico) e com coroas de papelão. Você encontra pedaços à venda até nas ruas de Paris.

Hoje não foi Rei foi uma Rainha, Serena...ano que vem ela compra a galette...e eu venho do Brasil para comer...

Adoro Paris sous la neige...

Tenho pena das plantinhas...
Um coreto na pracinha vazia e coberta de neve, c'est Paris en hiver...

O verde sobrevive à neve...

Adoro ver o branco cobrir a cidade luz...

Parece conto de fadas, ou não?
E o frio aumenta...Seis graus negativos...

O termômetro da farmácia - em frente de casa - marca menos cinco

Duro encarar os carros cobertos de neve...

O jardim do prédio vizinho

A moto...quem se arrisca?

Hou la la...adoro o frio...
Morei em Paris entre 2001 e 2007 e nunca passei um inverno tão rigoroso quanto este...para quem gosta de frio, como eu, é um prato cheio mas para quem não gosta é um problema...
Adoro a neve, adoro essa paisagem nova que se instala na Cidade Luz e ando pelas ruas como uma abestada diante de tanta beleza. Essas fotos são feitas da janela da minha casa, ou nas ruas vizinhas, bom passeio...


Jeanne Moreau e Amos Gitai, um belo encontro

Cartaz do espetáculo no Odéon Théâtre de l'Europe
Vi um belo espetáculo essa semana, mas vocês terão que esperar até a próxima sexta para saber um pouco mais pois falarei do mesmo na minha coluna do Terra Magazine...aguardem, valerá a pena...

Os equívocos de Muriel Mayette na Comédie-Française

Euzinha com meu amigo Tó e a cadeira de Molière
Salle Richelieu - Comédie-Française uma beleza que não canso de admirar

O elenco de As alegres comadres de Windsor, adoro Shakespeare em francês!

Montagem desastrosa, só o elenco - individualmente - escapa!

Texto em construção


Victoria Chaplin e Jean-Baptiste Thiérrée...

Victoria Chaplin Thiérrée e Jean-Baptiste Thiérrée

Se eles fossem apenas os pais do James eles já mereceriam muitos aplausos, mas eles são também os pais da Aurélia e além disso eles são dois IMENSOS artistas....palmas sem fim para essa dupla cuja história de amor é digna de um conto de fadas...


Cirque invisible, ou como cultivar o espírito da infância

Vi o Cirque invisible pela primeira num teatro na Dinamarca, e confesso que desde então ele ficou guardado na minha lista dos espetáculos inclassificáveis, lista a qual pertencem aqueles que normalmente me oferecem uma felicidade simples.

Logo compreendi que Jean-Baptiste Thiérrée e Victoria Chaplin são mestres de uma arte que transita entre o circo e o teatro. Na verdade, eles são os precursores de um movimento que se chama "novo circo francês".

Buscando informações sobre o casal encontrei uma fórmula mais ou menos assim para apresentá-los: "um homem + uma mulher = a um mágico + uma acrobata camaleoa = um coelho gigante + um dragão= uma cafeteira humana + um pelotão ciclista. Victoria Chaplin e Jean-Baptiste Thierrée se metamorfoseiam ao infinito. Nós esfregamos os olhos. Será que eles são dois ou dez? Estamos sonhando? Ele como um mágico palhaço, tirando de suas malas imagens incríveis, ela, mulher camaleoa, fazendo nascer de seus trajes extravagantes, um bestiário fantástico".

Para Odile Quirot, crítica do Nouvel Observateur e uma das minhas preferidas, Victoria e Jean-Baptiste "são apenas dois no palco, dois criadores de mundos. Ele, palhaço, ela dançarina acrobática e graciosa vestida em trajes fabulosos desenhados por ela mesma. Nas mãos dos dois, tudo fica mais leve, tudo se metamorfoseia. Até um coelho branco que Lewis Carroll não recusaria. Se o espírito da infância é um dom, eles o cultivam com alegria".

Segundo Jean-Baptiste em 30 anos eles produziram apenas três espetáculos: o Cirque Bonjour, o Cirque imaginaire por quinze anos e o Cirque Invisible desde 1990. Mas o que ele queria mesmo era ter feito apenas um e continuamente aperfeiçoá-lo, pois para ele "o espetáculo evolui sempre. Há gavetas que eliminamos ou que adicionamos de acordo com o país, dependendo dos humores ... É um trabalho que se relaciona com a alquimia: a busca da pedra filosofal. Mas uma pesquisa que não se leva a sério: não perdemos de vista que antes de tudo isso é um entretenimento".

Talvez resida aí o segredo, eles não se levam a sério. Nada na vida é mais chato do que gente que se leva a sério.

James Spencer Thiérrée, gênio é pouco...

James Thiérrée, imagino o orgulho que Chaplin teria dele
O cenário de RAOUL

O navio está pronto para zarpar

Um mundo mágico


James Thiérrée, o Chaplin do teatro no século XXI

Há quase três anos, o tempo passa, o tempo voa, escrevi aqui em Terra Magazine um artigo falando dos herdeiros de Charles Chaplin, herdeiros na arte e na vida http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1340545-EI6581,00-Netos+e+herdeiros+da+arte+de+Charlie+Chaplin.html

Esse artigo me deixa muito prosa, fui a primeira pessoa no Brasil a escrever sobre os netos de Chaplin e segundo Daniele Hoover, responsável pela turnê brasileira de Aurélia Thiérrée em 2008 foi graças as minhas palavras que ela decidiu trazer Aurélia - e se Deus quiser em 2010 James - ao Brasil.

Mas que me perdoem Victoria e Aurélia, o gênio da família Chaplin hoje atende pelo nome de James Spencer Henry Edmond Marcel Thiérrée. Afirmo, sem medo de errar, que James Thiérrée será para o circo-teatro do século XXI o que Charles Chaplin foi para o cinema do século XX. Após vê-lo em cena Mikhail Baryshnikov afirmou: "Um gênio! Ninguém pode fazer o que Thiérrée faz".

James estreia em 1978, aos 5 anos de idade, no Cirque Bonjour, criado por seus pais Jean-Baptiste Thierrée e Victoria Chaplin. Desde cedo ele desenvolve talentos múltiplos, acrobacia, dança, trapézio, violino, línguas, tudo isso ao longo das turnês mundiais do Cirque imaginaire e depois do Cirque invisible, entre 1978 e 1994.

Em seguida James trabalha com Peter Greenaway em Prospero's Books e Robert Wilson em Mister Bojangles Memories. Sua formação de ator é feita em diversas escolas, entre elas o Piccolo Teatro de Milão e a Harvard Theatre School.

Entre 1994 e 2007, ele atua no teatro sob a direção de Carlos Santos e Beno Besson, e no cinema com Coline Serreau, Raoul Ruiz, Philippe de Broca, Robinson Savary, Antoine de Caunes, Laurent de Bartillat. Taloche, personagem principal do filme de Tony Gatlif, Liberté, é seu mais recente trabalho na telona.

Em cerca de 10 anos de carreira James Thièrrée criou 3 espetáculos (diversas vezes contemplados com o Prêmio Molière) que não cessam de encantar o público em todos os cantos do mundo: La Symphonie du hanneton, La Veillée des Abysses, Au revoir parapluie. Vi todos. Não sei qual é o meu preferido. Preparo-me agora para ver Raoul, no qual sozinho em cena, sem vídeo e sem efeitos especiais, James se comunica com os espectadores através de mímicas, dança e performances variadas, e ao qual a crítica não nega elogios.

Os espetáculos de James são criações impressionantemente impregnadas de magia, mesclando teatro, música, dança e artes do circo e essa mistura extasia o público que lota os 1100 lugares do Théâtre de la Ville em Paris, assim como há poucas semanas incendiou o Barbican em Londres.

Para James, Raoul, é o retrato de um ser humano "que não é um herói, mas poderia ser um rei, ou o vizinho que encontramos diariamente". Sozinho na sua torre, visitada por criaturas estranhas, James Thiérrée-Raoul conta sua viagem interior, se perde e se encontra em um ambiente em mudança permanente, no qual se movem grandes telas. James esbanja talento como diretor, ator, dançarino, músico e acrobata, e faz do público seu parceiro privilegiado, livre para interpretar imagens, metáforas e evocações propostas entre burlesco e emoção, virtuosismo e poesia.

Duas coisas me encantam particularmente em James Thierrée, além da genialidade e do talento, sua humildade que permite que o protagonista seja o espetáculo e não ele, e sua capacidade em explorar a imaginação do espectador através de gestos simples e delicados, coisas em extinção nesses tempos virtuais. Comecem uma campanha Queremos James Thiérrée no Brasil. Vocês não vão se arrepender. Vão mesmo me agradecer a dica.

La petite Héloïse e o Grand Palais

Com a petite Héloïse na grande roue do Grand Palais
Algodão doce aqui ou lá o sucesso com a criançada é o mesmo

Ma petite puce
A roda gigante sob a cúpula do Grand Palais


Mais uma...

Um prédio com arquitetura deslumbrante

Olhem essa verrière...

E os detalhes do prédio...

Não me canso de admirar...

Tem até palco...

Com entrada pelas laterais...

Palco de muitos desfiles do Karl Lagerfeld












E nos corredores do metrô...


Cartazes da mais nova criação do Théâtre du Soleil
A estreia está prevista para o próximo dia 27 de janeiro...conto os dias. Segunda-feira vou até lá para saber como estão as coisas e fazer umas entrevistas, mas não poderei contar muita coisa para vocês. Mas dia 27 depois da première passarei por aqui para contar tudo...Mas sei que será um puta espetáculo, afinal Ariane está longe de ser uma qualquer, ela é simplesmente the best...

lundi 28 décembre 2009

O Cacique no Palais Garnier

O Cacique de garoto propaganda das Galeries Lafayette

Aos pés da escada principal
É bonito demais da conta...

Só nos detalhes...um lustre mais lindo que o outro...

O teto da varanda que só hoje vi aberta

O teto e o lustre da sala de espetáculos
O Palais Garnier é um dos meus lugares preferidos em Paris, se pudesse não passaria uma semana sem ir visitá-lo, sem ir assistir aos seus esptáculos, mas por mais que a vida seja generosa comigo ainda não cheguei ao nirvana...mas hoje fui apresentar o Palais Garnier ao Cacique...com muito prazer, afinal ele é engenheiro civil e sabe muito bem com quantos paus se faz uma jangada, um teatro, o escambau...e é filho de maestro...