« Je donne mon avis non comme bon mais comme mien. » — Michel de Montaigne
vendredi 11 juillet 2008
Viagem a Lourdes e Hôtel Best Western Beauséjour
Tenho certeza que muito do sucesso de uma viagem, seja lá o motivo da dita cuja,começa com a escolha de um hotel. Passei dois dias em Lourdes para agradecer o sucesso da minha cirurgia e a minha total recuperação, eu muito mais judia do que católica cedi à tentação de ir a Lourdes e agradecer a Nossa Senhora e a Santa Bernardette tudo de bom que essa cirurgia está me proprocionando...
Escolhi meu hotel via internet e essa escolha as vezes se mostra um cilada, no caso do Beauséjour não me enganei...nada de luxo mas de bom gosto, sossego e limpeza...roupa de cama limpinha e cheirosa, o mesmo para as toalhas de banho, felpudas e alvas, café da manhã corretíssimo - claro que não é o do Maksoud e muito menos o do Copacabana Palace - e funcionários hiper-gentis...recomendo sem susto, 88 euros a diária com café da manhã na alta estação...em frente à Gare de Lourdes, peça um quarto com vista para a piscina e para os Pirineus, e a 10 minutos a pé da Gruta e dos santuários...e longe do tumulto dos hotéis do boulevard de la Grotte...
Best Western Beauséjour
16 Avenue De La Gare
Lourdes
65100,France
Téléphone : 33 5 62 94 38 18
Fax : 33 5 62 94 96 20
http://www.hotel-beausejour.com/
Se um dia vocês vierem a Lourdes, e venham mesmo, não esqueçam dessa dica...e depois vou contar cada passo dessa minha viagem de peregrina...eu que pensava que peregrinação só em Israel...
Uma Deusa será eternamente uma Deusa
Hanna e eu, privilégio é isso, felicidade também
Amo Alícia de paixão, é um ser humano incrível "cette cubaine"
Reproduzo aqui minha coluna de hoje, 11 de julho de 2008, no Terra Magazine porque Hanna e Alícia merecem muito mais...
Sexta, 11 de julho de 2008, 07h45 Atualizada às 08h01
Hanna Schygulla mistura talento, graça e carisma Reprodução
Deolinda Vilhena
De Paris
Conheci Hanna Schygulla em março de 2007 quando da sua ida a Porto Alegre para o lançamento da programação da 14ª edição do Porto Alegre Em Cena. Estava no hotel quando o Luciano Alabarse me telefonou perguntando se poderia ir ao encontro do Alexandre Magalhães e Silva na churrascaria Barranco para jantar em companhia de ninguém menos que Hanna Schygulla. Isso lá é convite que se recuse?
Veja também:
» Fotos de Hanna Schygulla
Fui com o coração na mão. Afinal, como diz Olivier Bellamy, apresentador de um programa de rádio francês, "não se encontra Hanna Schygulla, a musa do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder sem uma certa emoção".
Longe da imagem de alguém impenetrável e econômica nas palavras que durante muitos anos tive dela, encontrei alguém que de cara se mostrou generosa, carinhosa e hoje digo ser impossível encontrá-la e não ser cativado por sua classe e sua delicadeza. E quando abre o sorriso? Aí tenho a impressão de que uma Deusa me abençoa.
Esse foi o primeiro dos vários encontros que teríamos ao longo dos três dias mais curtos da minha vida. Após o jantar fomos em busca de um bar com música brasileira ao vivo, numa noite de domingo em Poa...depois de algumas caipirinhas não mais existia cerimônia entre os membros do grupo que se havia formado, éramos todos amigos do jardim de infância. No dia seguinte o concerto, e eu que sempre tive problemas com a língua alemã, me vejo de babador na platéia do Theatro São Pedro...mais farra, mais caipirinha, um encontro final no Salgado Filho, ela parte para Buenos Aires eu para São Paulo, trocamos e-mails, endereços, descobrimos que somos quase vizinhas em Paris e já existe em mim uma nova saudade, que atende pelos nomes de Hanna Schygulla e Alícia Bustamante.
O tempo passa, o tempo voa e, de volta a Paris, mando um e-mail dizendo que cheguei e gostaria de vê-las, a resposta é rápida e vem com direito a uma ida a casa dela. Pois é isso que conto nessa coluna de hoje, meu encontro em Paris com Hanna Schygulla e Alícia Bustamante. O mais bonito presente da minha atual temporada parisiense.
A anti-estrela
Chego pontualmente na hora marcada e toco a campainha. Confesso que estou emocionada. Alícia abre as portas com aquele sorriso cubano tão próximo do nosso sorriso brasileiro. Hanna está terminando as cópias dos vídeos que quer me mostrar. Entro e me deslumbro com a beleza do lugar. Sinto no ar um clima familiar, penso imediatamente na casa de Tônia Carrero, casa com o astral mais alto que já conheci. Rimos muito, falamos besteiras e eis que ela chega. Linda, a pele clara, os olhos verdes-azuis com raios de ouro como diria alguém que eu conheço. Simplesmente vestida, sem maquiagem, a verdadeira antítese das estrelas pré-fabricadas.
Querem uma prova do quanto ela é a anti-star? Recentemente ela ganhou de presente um relógio cravejado de brilhantes, colocou à venda na Sotheby's e doou o dinheiro a uma instituição de caridade e disse claramente reconhecer que "é um belo presente mas eu não uso esse tipo de coisa".
Elementar meu caro Watson...Hanna possui a simplicidade do belo, é simples porque é bela e vice-versa, em sua vida não há lugar para a ostentação. Prova disso é seu loft parisiense, situado entre a Bastille e a Place de Vosges no côté mais chic do Marais, ao mesmo tempo espaçoso e caloroso. Livros, discos, filmes em fitas ou DVDs estão em todos os cantos...Bethânia e Omara Portuondo de um lado, o CD "Carioca" de Chico de outro e livros de artes em todos os lugares convivendo em perfeita harmonia. O lustre da sala de jantar guarda poemas e mensagens pessoais, assim como as paredes guardam as fotos da família.
Solteira e sem filhos, Hanna divide o espaço com a amiga Alícia Bustamante, atriz e diretora premiada, uma das grandes figuras do teatro, da televisão e do cinema cubano. Com mais de 20 filmes, entre os quais: "La muerte de un burocrata" de Gutierrez Alea, "Plaff" de Juan Carlos Tavio, "Cecilia" de Humberto Solas, "Vidas paralelas" de Pastor Vega, "El flechazo" de Orlando Rojas, "Adorables mentiras" de Gerardo Chijona e mais recentemente "Chili con Carne" de Thomas Gilou.
As duas se conheceram em Havana, em 1990, durante as filmagens de uma série para televisão escrita por Garcia Marquez e dirigida por Ruy Guerra: "Me alquilo para soñar". Nasceu ai uma amizade e uma grande cumplicidade profissional que começará a dar frutos em 1994 quando Alicia dirige Hanna no espetáculo "Entre deux mondes".
Durante oito anos ela será colaboradora de todos os espetáculos de Hanna: "Musical" de Stanley Walden; "Quel que soit le Songe", música de Jean-Marie Sénia, textos de Jean-Claude Carrière e Fassbinder, espetáculo aclamado no festival de Avignon e apresentado no Théâtre des Bouffes du Nord e no Théâtre de la Ville; "Moi et mon double" de Elfride Jelinek, criado no Théâtre des Amandiers de Nanterre; "Brecht ici et maintenant", na Cité de la Musique de Paris e espetáculo com o qual ela também esteve no Brasil; "Elle" (Louise Brook) cinema mudo em concerto, com música de Roberto Tricari e textos de Hanna, apresentado no teatro nacional de Chaillot. Em 2003, Alicia Bustamante dirige "Le Tango, Borges et moi" apresentado na Espanha, no Brasil, na Argentina e na Itália. Hanna por sua vez dirigiu Alícia no espetáculo "El Papelito" em abril de 2002 no México.
A mais recente criação de Alícia é uma deliciosa adaptação para o teatro, em francês, de "Dona Flor e seus dois maridos", com o título de "Flor de Bahia" com a atriz chilena Marcela Obregon e os músicos franceses Marcelo Milchberg e Brigitte Saïd. Conversando comigo ela aproveita para agradecer publicamente Paloma Amado que liberou os direitos da obra pelo amor e pela amizade que seu pai Jorge nutria por Cuba. Alícia gostaria muito de apresentar o espetáculo no Brasil, mais particularmente em Salvador, "seria uma maneira de homenagearmos Jorge Amado a quem a França tanto amou".
Uma conversa com as duas basta para que a convivência e a cumplicidade torne-se visível, por alguns momentos revivi minha cumplicidade com Angela Ro Ro - , minha amiga e madrinha do meu filho -algo que raras vezes acontece na vida das pessoas. Uma começa uma frase e a outra termina da maneira mais perfeita, os risos se sucedem...é um prazer para quem está por perto participar da brincadeira...Hanna e Alícia formam uma dupla imbatível...
Um verão entre o palco e os estúdios de cinema
Hanna nesse momento está envolvida em dois trabalhos: filma "Clara uma paixão francesa" para a televisão e viaja com "Par coeur", fruto do encontro da atriz-cantora com o diretor alemão Lukas Hemleb, e o escritor Jean-Claude Carrière, artista completo que transita entre cinema, teatro e literatura.
"Clara uma paixão francesa" é uma saga inspirada na vida da família Servan-Schreiber, fundadora da revista semanal francesa L'Express, um telefilme de 180 minutos a ser exibido no canal público France 2 na primavera de 2009.
Através do retrato de uma mulher, Clara, avó de Jean-Jacques, (fundador do L'Epress) e bisavó de David, o autor de "Guérir" o telefilme conta suas tentativas de se integrar com os seus à sociedade francesa desde a sua chegada da Prússia em 1879. A direção é de Sébastien Graal e a produção é de Fabienne Servan-Schreiber, tataraneta de Clara. As filmagens se estendem até o dia 25 de julho.
No teatro Hanna estreou no começo de junho, no Théâtre des Bouffes du Nord, leia-se Peter Brook, o espetáculo "Par Coeur", sutil "mélange" de teatro e música. Ela o define como uma "tragicomédia musical", ou como um canto que retraça os mistérios da memória humana, algo como uma noite comovente sobre as palavras que nos escapam, sobre as canções que assombram nossa memória, as recordações enterradas que reemergem de dentro de não sei que intervalo da memória. Uma viagem comovente e cheia de esperança pelos meandros da mente de uma mulher.
Jean-Claude Carrière diz que na verdade "o espetáculo é a história de uma mulher. Ela gostaria de contar algo, mas ela não pode: as palavras lhe fogem. Músicos chegam e então, desde que a música começa, ela reencontra a memória e canta. Como se a música lhe desse vida. Ela conta o que viu, uma noite, num palco. As canções que ela canta, uma outra as cantava, diz ela. Uma noite, uma única noite. Canções desconhecidas, novas, que falam de esperanças, de surpresas, de emoções de uma mulher. Mas esta mulher, quem é ela? Como é possível, que exatamente essa, que está diante de nós conheça as canções de cor?"
O espetáculo já esteve em Montpellier, no momento eles organizam a turnê que os levará a Luxembourg em novembro e, com um pouco de fé e sorte se apresentará no Brasil no final de outubro. Se entre os meus leitores existir alguém disposto a participar dessa aventura é só me escrever para o e-mail no pé da página.
Cheguei a Paris quando o espetáculo não mais estava em cartaz, a única coisa que odeio na França é essa doença de produzirem espetáculos que ficam em cartaz uma semana, mas ganhei de Hanna um DVD com o espetáculo, e ainda que ela tenha me recomendado vê-lo com olhos bem abertos porque filmar teatro é uma coisa complicada, fiquei encantada. Hanna está no seu esplendor. Comprendi imeditamente a frase de Jean-Claude Carrière que diz "quando Hanna se expressa, um langor eslavo irresistível balança o espaço ao redor dela. A isto chamamos graça."
As composições e os arranjos são de Étienne Perruchon e Hanna é acompanhada por Stéphan Oliva ao piano e Jean-Marc Foltz, no clarinete. Músicos da maior qualidade e com enorme experiência nas rodas de jazz. E Hanna que nunca estudou música, que não sabe ler partitura, e cuja primeira vez que cantou foi em "Lili Marlene", dirigido por Fassbinder em 1980, se orgulha do "ouvido apurado e da capacidade de identificar as notas certas pela intuição", diz ela que depois é só acrescentar uma boa dose de ensaios e ela está apta a cantar quase tudo. E cá para nós, a voz ajuda, porque falando ou cantando, tem uma rouquidão numa mistura exata de teatral com sensual...
A conversa está boa, o papo animado...começamos tomando um chá mágico, depois passamos à mesa para encarar sushis e sashimis preparados no seu restaurante japonês preferido, eu me contento com um iogurte de abacaxi 0%, e uma banana me espera...assim como uma surpresa, vamos ter direito a uma cerimônia de chá organizada por um "maître". Na verdade uma mulher, uma chinesa há quinze anos na França, seu nome Mo Cui Wei, dona de uma loja chamada "L'esprit du thé" em Strasbourg e que está em Paris na casa de Jean-Marc Foltz, músico de "Par coeur" que chega acompanhado por seu filho, Eliot...Experimentamos três tipos de chá...Eliot tomou mais de 20 pequenas xícaras, próprias para a degustação...Mo Cui Wei disse-nos que um dos chás purificava o corpo...mas purifiquei mesmo foi minha alma e isso quem fez não foi o chá, mas essa lenda viva que também atende pelo nome de Hanna...
Lembro-me que Hanna é um nome hebraico e busco o seu significado: cheia de graça. Descubro mais, reza a lenda que as pessoas que o recebem possuem uma determinação capaz de surpreender os que a cercam, são pessoas que têm a exigência como palavra de ordem...agora que conheço Hanna Schygulla confesso que dou razão ao que até então para mim era apenas folclore, crendice popular...
Para quem não conhece Hanna Schygulla...
Nascida dia 25 de dezembro de 1943, em plena segunda guerra mundial, na cidade de Katowice, então Alemanha e hoje Polônia, no ano em que os judeus são expulsos de Varsóvia. Parto complicado graças a uma injeção dada pelo médico que não gostaria de interromper suas comemorações de Natal. Anos depois Hanna descobre que este médico estava entre os que tinham feito experiências com Menghele em Auschwitz.
Hanna cresce sem a presença do pai e tem apenas dois anos e meio quando sua mãe tem que deixar Katowice, é o tempo dos deslocamentos das populações decidido pelos vencedores, deixam a cidade no último trem que parte em direção ao oeste e se instalam na Baviera, perto de Munique.
1946 marca a volta de seu pai "um homem quebrado que voltou com recordações do horror desta guerra cruel. Ter morrido ou estar vivo era algo que não fazia diferença para ele." Mas, ela, a pequena Hanna, queria viver e queria muito mais e para isso vai buscar companhia nos campos de ruínas e nos terrenos baldios onde as caravanas de circo se instalaram. É entre eles que ela faz amigos, na escola se sente diferente: a refugiada que veio do Oriente com um prenome hebraico...
Procura refúgio no seu mundo interior, em suas brincadeiras solitárias e em seus sonhos infantis, que serão atropelados por uma experiência traumática. Aos seis/sete anos sua escola organiza um espetáculo para as festas de Natal. Ela gostaria de interpretar o anjo. Para persuadir a professora de suas capacidades, ela dá uma cambalhota, a professora interpreta mal, julga o comportamento inadequado e a coloca de castigo. Vergonha total. A partir desse dia ela não terá mais vontade de chamar a atenção para si. O sonho de ser atriz, de dançar e cantar em público parece estar comprometido.
Ao terminar seus estudos ela não sabia bem o que fazer: "eu só sabia o que eu não queria. Eu não queria me casar, ter filhos, não queria levar uma vida pequeno-burguesa. Nem em criança brinquei com bonecas, nem em criança fiz de conta que era a noiva".
Aos 19 anos ela vem para Paris trabalhar como "fille au pair", na verdade queria ganhar tempo antes de escolher uma profissão. Volta para Munique e começa seus estudos de filologia, quer ser professora e assegurar a vida de seus pais. Mas pouco antes de apresentar sua tese, joga tudo fora, não quer se tornar uma intelectual, "nem perder a alegria de viver de tanto analisar e dissecar conceitos". A possibilidade de uma vida inteira dando aulas até a chegada da aposentadoria a assusta...ela abre mão de tudo.
Vai ser garçonete em um bar. Uma amiga a arrasta para um curso de teatro. Nos bancos desta mesma escola está Rainer Werner Fassbinder. Eles se falam pouco, mas se fascinam reciprocamente. Nem um nem dos dois termina a escola. Ele diz ter muito mais a fazer, tem a cabeça cheia de projetos, sonha refazer o mundo, e quer começar pelo teatro e pelo cinema.
Num dia de verão em 1968, Fassbinder bate a sua porta para lhe pedir que faça "Antígona", a atriz principal caí doente, é necessário substituí-la de imediato, a estréia está marcada para o dia seguinte. No "teatro de ação", que se transforma em "antiteatro" criado por Fassbinder no pátio de café de Munique, é necessário interpretar espontaneamente, sem muitos ensaios, tudo isso agrada a Hanna. "Eu interpretei como se estivesse em um sonho". Nascia ai a legendária dupla Fassbinder-Schygulla.
A festejada parceria com Fassbinder, tornou-os internacionalmente (re)conhecidos, e mesmo anos e anos passados Hanna tem consciência da importância dessa fase da sua vida: "nos três filmes que são retratos de Alemanha: 'Effi Briest', 'Lili Marlene' e 'O Casamento de Maria Braun', Fassbinder fez de mim a encarnação de Alemanha. E até hoje isso é como uma conta bancária que não se esvazia."
Sua relação com Fassbinder, entretanto, não a impediu de trabalhar com os diretores os mais diversos como Jean-Luc Godard ("Passion"), Ettore Scola ("Casanova e a Revolução"), Marco Ferreri ("A História de Piera", que lhe deu prêmio de melhor atriz em Cannes em 1983), Wim Wenders ("Movimento em Falso"), Andrzej Wajda ( "Um Amor na Alemanha") e Carlos Saura ("Antonieta").
Mais recentemente filmou "Terra Prometida" com Amos Gitaï e no momento está em cartaz nos cinemas brasileiros "Do outro lado" do cineasta alemão, de origem turca, Fatih Akin, Prêmio de Melhor Roteiro e Prêmio do Júri ecumênico em Cannes, em 2007. O filme gira em torno de três duplas familiares -um pai e filho turcos, uma mãe e filha alemãs e uma mãe e filha turcas -cujas vidas interagem enquanto a história se desloca entre um país e outro.
A presença de Hanna no filme foi elogiadíssima pelos críticos, um deles lembra que "contratualmente Hanna Schygulla é uma estrela convidada a fazer uma participação especial, nos créditos seu nome ocupa a sexta posição mas sua interpretação de uma mãe devastada pela morte da filha marca tanto ou mais que um papel principal, afinal Hanna estará sempre no alto da lista..."
Link http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3001884-EI11348,00.html
Deolinda Vilhena é jornalista, produtora, Doutora em Estudos teatrais pela Sorbonne, pós-doutoranda em Teatro na ECA/USP com bolsa da FAPESP.
Fale com Deolinda Vilhena: deolindavilhena@terra.com.br
samedi 5 juillet 2008
E vem aí Paris Plage...

Um piquenique enorme ocupando 3km da via Georges Pompidou é o programa de abertura de Paris-Plage logo após o concerto do Ensemble orchestral de Paris, acompanhado por um coro de 120 vozes, no parvis do Hôtel de Ville onde será tocada a Nona Sinfonia de Beethoven, sob regência de Sian Edwards, oportunidade de ouvir a Ode à alegria, hino da Europa...
Hôtel de Ville em "nouveaux habits"
Ingrid Betancourt uma guerreira!




Passei grande parte da noite de quarta para quinta colada na televisão acompanhando a libertação de Ingrid Betancourt, sua força, sua energia eram de impressionar para quem saia de um cativeiro longo de mais de seis anos e em condições infernais...
No dia seguinte vi a chegada de Mélanie e Lorenzo em Bogotá...seus filhos são meus próximos hoje sem que eu os conheça mas morei na França durante 5 dos seis anos e meio de cativeiro de Ingrid e participei de toda a campanha para a sua libertação assim como de outros prisioneiros...
Estou feliz por eles, eles foram privados da mãe dois meses antes de eu perder a minha, a deles pode voltar a viagem da minha foi sem volta, e quando eu vi os beijos e os carinhos do reencontro pensei na sorte deles de mesmo depois de tanto sofrimento, e não pude pensar no quanto seria bom que eu tivesse a mesma sorte...um tanto egoísta sim, mas pourquoi pas?
Depois acompanhei a chegada a Paris...e a única coisa que me incomoda é essa excessiva demonstração de agradecimento a Sarkozy, diz-me com quem andas e eu te direi quem és, espero que depois de seis anos e meio entre as FARC Ingrid não vá cair de paixão por Sarkozy, ela ainda não sabe onde vai amarrar sua égua mas espero que não escolha sarkozy para modelo...
Hannah Schygulla paixão à primeira vista...


Minha paixão por Hannah foi imediata, desde que a encontrei ao lado de Alícia, na Barranco lá em Porto Alegre...de cara, ao cumprimentá-la, mal havia dito três palavras, recebi um elogio: "votre français est impecable". Ela só disse isso porque como eu, é uma estrangeira...ainda que tenha escolhido, como eu, Paris como sua pátria...mas só uma não francesa poderia dizer que meu francês é impecável, até falo bem a língua de Molière mas conservo meu "charmant accent brésilien" e de vez em quando ainda cometo alguns erros que só estrangeiros cometem, embora a nova geração daqui assassine diariamente a língua do meu amado Molière...
Mas Hannah Schygulla além de ser a musa de toda uma geração de cinéfilos dos anos 70, de ser a musa maior de Rainer Werner Fassbinder, é uma mulher de um rosto tão delicado e doce e uma atriz cuja maneira de representar é perfeita por ser de uma simplicidade única, tudo isso faz com que a gente a admire desde que ela aparece...Foi o que aconteceu comigo na churrascaria quando a encontrei, nem preciso dizer o que aconteceu depois quando a vi no palco do Theatro São Pedro apresentando seu repertório na abertura da 14a. edição do Porto Alegre Em Cena...passamos três dias em Poa, ouvindo música brasileira nso bares bem chinfrins da capital gaúcha, tomamos muitas caipirinhas, nos divertimos muito, em parte graças ao senso de humor de Hannah mas acima de tudo ao senso de humor de Alícia, sua companheira cubana, figura das figuras...
Mantive contato com a dupla via internet e eis que estou eu aqui em casa quando toca o telefone e do outro da linha alguém pede para falar com Deodolinda, é assim que Alícia me chama, fiquei feliz demais por ter notícias da dupla...e marcamos um encontro dentro da complicada agenda de uma estrela mundial que nesse momento faz um filme para a televisão...espero que realmente possa encontrá-las, adoraria entrevistar Hannah para o Terra Magazine e adoraria passar umas horas com essas duas encantadoras criaturas, dessas que fazem a vida mais bela...por enquanto sugiro a vocês o filme De l'autre côté, prêmio de melhor roteiro em Cannes em 2007, onde Hannah abala...como sempre...
Na foto debaixo Hannah com Olivier Bellamy que fez com ela um programa de rádio especial para a Radio Classique, na qual juntos selecionaram as músicas que gostariam de ouvir. Eis a lista, e é possível ouvir o programa na íntegra no site de Radio Classique:
http://www.radioclassique.fr/index.php?id=14&id_emission=92&is_podcast=1&ret_podcast=6051
Schygulla : Lili Marlen
Madeleines
Wiegenlied (Brahms)
Piaf : Milord
Elvis Presley
Rachmaninov : Vocalise par Nelly Lee
Carl Orff : Carmina Burana « O fortuna » / Plasson
Rachmaninov : 3e Concerto, 1er mvt, Martha Argerich
Barenboïm : Buenos Aires Querida « Verano Porteno » (Piazzola)
Mahler : Kindertotenlieder n° 4 « Oft denk ich » / Ferrier
Schygula chante Brecht « Surabaya Johnny » (j’ai le CD)
Schumann : Fantasiestücke op . 73 par Holliger/Brendel
Schumann : Stille Tränen par Marian Anderson
Verdi : Requiem « Recordare » / Baltsa Tomowa Sintow / Karajan
Preissner : « Enfer » de « La double vie de Véronique »
Cathy Berberian : Offenbach : Ah quel dîner… (Périchole)
Mozart : Et incarnatus est / Janowitz (Messe en ut)
Schygula : « T’es tout en cuir” (Fassbinder/Sénia)
Na foto que abre o este post Hannah e a equipe de De l'autre côté...
Para vê-la e ouvi-la numa interpretação deliciosa de Lili Marlene o link para o
YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=85n-DdKIkT0
Divirtam-se ela é maravilhosa...
Grace Kelly a eterna princesa de Mônaco!!!





Sempre gostei de contos de fadas...adoro uma realeza, acho tudo muito chic...mas nem sempre os contos de fada terminam bem...foi assim com Grace Kelly de estrela de cinema a Princessa de Mônaco, muito antes de Lady Di, Grace Kelly conquistou súditos mundo afora...tudo acabou num desses acidentes imbecis e sem sentido que acontecem a todo instante nos quatro cantos do planeta...Ontem estive no Hôtel de Ville para ver Ingrid Bettancourt, acabei desistindo por conta da demora, sua agenda de ser humano livre está cheia e entre o sol e o calor resolvi entrar e ver a exposição dedicada a Grace Kelly na Sala Saint-Jean do Hôtel de Ville, sede da prefeitura de Paris, sob curadoria de Frédéric Mitterrand, sobrinho do ex-presidente, homem mais do que fino e sempre ligado ao grand monde e que recentemente foi nomeado diretor da Villa Médicis, um pedaço da França no coração da Itália.
Para os brasileiros que passarão por Paris até meados de agosto vale a dica, o Hôtel de Ville é belo, a expo é simpática e detalhe importante, gratuita...
Hôtel de Ville
Salle Saint-Jean
5 rue Lobau 75004 Paris
Até 16 de agospo de 2008
Entrada livre e gratuita todos os dias exceto domingos e feriados
Horário das 10h/19h
Para os que estão dispostos a seguir meu curso intensivo de francês deixo as palavras do Príncipe Albert sobre a exposição Grace Kelly:
Le Prince Albert de Monaco
Je me réjouis de savoir que la première étape de l’itinérance internationale de l’exposition « Les années Grace Kelly, Princesse de Monaco » soit Paris et plus particulièrement ce lieu hautement symbolique qu’est l’Hôtel de Ville, institution prestigieuse dans laquelle
des évènements de grande qualité ont lieu régulièrement.
Je remercie Monsieur le Maire, Monsieur Bertrand Delanoë, d’accueillir dans la salle Saint-Jean cette exposition-évènement durant cet été, donnant ainsi aux Parisiens et touristes l’occasion de mieux connaître la Princesse Grace.
Cette exposition, qui a déjà attiré 135 000 visiteurs l’été dernier au Grimaldi Forum Monaco, présente pour la première fois des effets et objets personnels qui rappellent à mes soeurs et moi des souvenirs heureux partagés avec notre mère.
J’ai tenu, avec les Princesses, à veiller à ce que le choix des pièces présentées soit le témoignage fidèle de la personnalité et du rayonnement de la Princesse Grace.
Je souhaite qu’à travers cet hommage qui me remplit de fierté, les visiteurs découvrent tout ce qui faisait la richesse de sa personnalité. Au-delà de l’image mythique se dissimulait une sensibilité des plus belles, un regard de mère aimante et un très grand sens de l’esthétisme.
Son Altesse Sérénissime
Le Prince Albert de Monaco
mercredi 2 juillet 2008
Eis as críticas do filme Les sept jours...
Não sei quem lê francês entre meus leitores mas vale o esforço para divulgar esse trabalho...não sei se o filme fará carreira comercial no Brasil, não creio...mas há sempre uma sala que mostra o que é bom, as vezes um festival...e se souberem (se eu souber aviso logo todo mundo!) onde Les sept jours vai ser exibido corram para assistir...raras vezes em minha vida, e eu não sou uma adepta da telona, vi um elenco tão bom e uma atriz como Ronit Elkabetz...leiam as críticas...que se dividem em ótimas, boas e mais ou menos...como sempre d'ailleurs...
Critique de T.B., parue dans Studio Magazine n°247 - Juin 2008
On l'a déjà dit, mais redisons-le quand même : le cinéma israélien semble ne s'être jamais aussi bien porté, livrant récemment des œuvres éclectiques de haute tenue comme La visite de la fanfare, Beaufort, Désengagement… Les sept jours du duo Elkabetz (Prendre femme…) s'ajoute à cette liste. Drame a priori classique autour des dissensions familiales, la mise en scène habitée parvient à révéler chacune des individualités (l'ensemble du casting est éblouissant), électrons pas forcément libres dont la fusion provoque des étincelles (entre rires et larmes). Hautement recommandé, en somme !
http://www.studiomagazine.fr/film/critique.asp?id=36090
Isabelle Danel
Critique film (Les Sept Jours)Filmant en plans séquences virtuoses, procédant par cercles concentriques, les réalisateurs composent une mosaïque de personnages à la fois singuliers et universels, un choeur de préjudiciés. Tragique et drôle à la fois, Les 7 jours dissèque le ressenti et le ressentiment qui tissent les liens du sang - ici et là-bas, hier et aujourd'hui - avec une maîtrise impressionnante et un amour immense.
http://www.premiere.fr/film/les-sept-jours/(affichage)/press
Elle - Florence Ben Sadoun
Critique film (Les Sept Jours)
Ça peut faire très mal, une famille, et aussi de très beaux films. En tout cas, c'est le sujet de prédilection de Shlomi Elkabetz et sa grande soeur Ronit, qui est aussi une grande actrice. Pendant près de deux heures, les deux réalisateurs israéliens prennent à bras le corps avec leur caméra invasive une famille en crise qui pourrait ressembler à la leur, ou à la vôtre.
Journal du dimanche - Jean-Pierre Lacomme
Critique film (Les Sept Jours)
Nous sommes en Israël, en 1991, durant la deuxième guerre du Golfe et les Scuds menacent. Et les participants à la cérémonie d'enfiler leur masque à gaze. Ce sera le seul moment tragi-comique des Sept jours, qui se poursuit comme un huis-clos duquel une famille règle ses comptes sentimentaux et financiers. De bons acteurs n'allègent pas de psychodrame étouffant, qui a toutes les apparences d'un roman sans aucun paragraphe.
Pariscope - Arno Gaillard Critique film (Les Sept Jours)
La mort, la religion, la douleur et la vie qui continue dans l’amertume, voilà ce que filment magnifiquement Ronit Elkabetz et Shlomi Elkabetz. On rit et on est ému par ces êtres fragiles et forts, retors et maladroits qui se déchirent. Les femmes se jalousent, et préparent la cuisine comme le rabbin l’exige, tout en cherchant un futur mari. On règle les comptes du passé et d’autres continuent les affaires à l’écart, à l’abri de la tristesse, en en venant aux mains. Bref, le cadavre de Marcel n’empêche pas la vie, il la souffle. Un beau moment de cinéma plein d’énergie et d’amour. Le noir leur va si bien.
mardi 1 juillet 2008
Simon Abkarian, ator, diretor, autor e bom em tudo...

Nunca tive a sorte de vê-lo no palco mas sua carreira é esplendorosa...dos primórdios no Théâtre du Soleil como Agamenon em Les Atrides a Pénélope ô Pénélope na qual ele é também o autor e o diretor, Simon Abkarian é grande, enorme...aliás Pénélope recebeu o Prêmio do Sindicato dos Críticos de Melhor criação francesa e Simon recebeu outro prêmio, segunda-feira ele assinou com a Actes Sud, uma grande editora francesa, a publicação do texto...vou lutar para levar esse espetáculo ao Brasil, é um dos meus projetos mais caros, não no sentido do preço, mas de valor afetivo...até porque eu mereço vê-lo em cena, e ainda mais no Brasil...
Na foto ele está com Ronit Elkabetz numa cena de Les sept jours...ela é Viviane e ele Eliahnou...o casal de Prendre femme que une a história dessa trilogia da qual Les sept jours é a segunda parte...francês com orignens na Armênia e no Líbano Simon esteve duas vezes filmando em Israel e sonha em levar seus amigos israelenses para comer o verdadeiro homus no Líbano...e eu quero ir junto...obrigada Simon pelo convite para a avant-première de Les sept jours, pelo jantar e pela companhia maravilhosa da equipe desse filme que já está entre os meus preferidos...Le haim!!!
Ronit Elkabetz, ATRIZ com A e todas as letras maiúsculas!


Para os que não conhecem Ronit Elkabetz um pouco da sua vida e da sua obra...
Nascida em Israel, em 1966, Ronit Elkabetz tem suas origens familiares no Marrocos. Filha de mãe cabeleireira e pai que trabalha no setor financeiro nos correios de Israel, Ronit Elkabetz quer ser estilista. Aos 25 anos, é convidada para um teste do filme Prédestiné de Daniel Wachsmann, e conquista o papel principal, ela que nunca havia estudado para ser atriz. Distinguindo-se das outras atrizes por suas escolhas corajosas (uma drogada em Eddie King, filme experimental de Giddi Dar, débil mental em Sh' chur de Shmuel Hasfari), declarará em 2004 ao jornal Le Monde: " eu nunca me senti atraída pelos papéis de mulher bonita. O que me atrai é a dificuldade, a sujeira, o que coça, o que sangra”. Ronit é hoje uma das mais famosas atrizes, senão a mais, de Israel. Em 1997 ela deixa Isarel para se instalar em Paris. Após uma passagem pelo Théâtre du Soleil, da minha amada Ariane, faz-se observar num espetáculo consagrado à vida da coreógrafa Martha Graham e encarna um travesti em Origem controlada. Considerada uma atriz indomável Ronit conquista grandes papéis no cinema israelense: mãe divorciada e amante apaixonada em Casamento tardio, uma prostituta imatura no Meu tesouro, que conquista a Caméra d’Or em Cannes em 2004, depois a proprietária de um café dona de um grande coração na Visita da fanfarra (A Banda), sucesso-surpresa do ano de 2007. Co-autora em 1997 de Cicatrice de Haim Bouzaglo, Ronit Elkabetz passa em 2004 para trás das câmeras com Prendre femme, co-realizado com seu irmão mais novo Shlomi. Drama conjugal inspirado na história de seus pais, o filme é a primeira etapa de uma trilogia cujo fio condutor é Viviane, uma mulher em busca da emancipação, interpretada pela própria Ronit. A segunda etapa Les sept jours, mostra as relações irmão-irmãs, e foi apresentado na' abertura da Semana da crítica no festival de Cannes em 2008.
Les septs jours! Cinema franco-israelense da melhor qualidade!




" Os sete jours" de Ronit e Schlomi Elkabetz foi apresentado na abertura da Semana da crítica do último Festival de Canes e põe em cena uma semana de luto à portas fechadas, de lágrimas, de ódio, numa família israelense. Ronit e Schlomi Elkabetz depois de Prendre femme fizeram a segunda parte da trilogia e Ronit retoma o papel de Vivianne, a insurgida. A cada vez que ela surge em cena a tensão aumenta de maneira espantosa.
Link para a bande annonce
http://www.cinefil.com/film/les-7-jours-4/bande-annonce
Link para uma entrevista de Ronit e Shlomi a dupla de irmãos e diretores do filme
http://www.premiere.fr/premiere/cinema/exclus-cinema/interview-video/les-7-jours-interview-de-ronit-elkabetz
A Tour Eiffel se veste com as cores da Europa!



Na foto Bernard Kouchner, Dimitrij Rupel e Bertrand Delanoë, prefeito socialista de Paris em seu segundo mandato...
Bernard Kouchner, ministro francês dos Affaires étrangères, acendeu as luzes azuis da Torre Eiffell segunda-feira às 23h07, alguns momentos antes do início da presidência francesa da União européia, simbolizada pelas doze estrelas douradas da bandeira européia.
Kouchner estava acompanhado de seu homólogo esloveno Dimitrij Rupel que o qualificou de “grande amigo da Eslovênia” e entregou-lhe uma bandeira da União Européia. As doze estrelas da bandeira europeia brilham doravante sobre a “Dama de ferro” que ficará vestida de azul todas as noites durante dois meses. O prefeito socialista de Paris, Bertrand Delanoë, estava presente sobre a esplanada dos Direitos do homem no Trocadéro, em frente a Torre Eiffel, quando desta curta cerimônia.
Detalhe a Torre Eiffel, é o monumento pago mais visitado no mundo (6.893.000 visitantes em 2007), e já se vestiu de vermelho no dia 24 de janeiro de 2004 para a celebração do Novo Ano chinês e no dia 9 de Maio de 2006, já tinha sido iluminada de azul para os vinte anos do dia da Europa. E em 2005 durante o Ano do Brasil na França foi vestida de verde/amarelo...
Ela é linda, dourada e bem humorada... a pequena Laia, a princessa do Bois de Vincennes
Os que me conhecem sabe que sou apaixonada por crianças...daquelas que fica gagá diante de um pequeno ser...quando esse pequeno ser é belo, simpático, bem humorado, zen, completamente zen e ainda mais completamente dourado, da pele aos cabelos, babo mesmo...e a pequena Laia é tudo isso...filha de Marjolaine, que é mais nova do que meu próprio filho e tem cara de ter 15 anos e não 24...e de Sérgio Canto Sabido que por conta do filme Au Soleil même la nuit conheço há mais de dez anos...com três meses de operada devo pensar muito antes de carregar peso, vi a pequena Laia três vezes e não a carreguei, mas domingo último não resisti, peguei-a em meus braços e amassei de tanto beijo e abraço, e ela ria e adorava a brincadeira...vejam que carinha mais gostosa essa princesinha tem...é a Bela acordada do bosque de Vincennes...
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